O Impacto do Consumo Excessivo de Carne nas Alterações Climáticas

O consumo excessivo de carne é um dos maiores contribuintes para a pegada de carbono, gerando consequências devastadoras. Desde a produção até o impacto no ambiente, é vital repensar nossas escolhas alimentares para reduzir nosso impacto ambiental.

Tempo de leitura: 3 minutos

Atualmente, os nossos hábitos alimentares têm implicações muito para além do nosso bem-estar pessoal. Aquilo que comemos, bem como a forma como produzimos bens alimentares, tem um papel significativo nas tão faladas mudanças climáticas. Em particular, o consumo excessivo de carne é um dos maiores contribuintes para a pegada de carbono, o que leva a consequências devastadoras.

A indústria da carne, especialmente a produção de carne vermelha, é uma das maiores fontes de emissões de gases com efeito de estufa. Desde a desflorestação necessária para os campos de pastagens e plantações de alimentos para animais, até às emissões diretas de metano dos próprios animais, a produção de carne contribui maciçamente para o aquecimento global, uma vez que falamos de produções a uma macroescala.

As mudanças climáticas têm impactos globais profundos, e que têm vindo a ser cada vez mais recorrentes e notórios, desde eventos climáticos extremos, até ao aumento do nível médio das águas do mar, e ainda à perda de biodiversidade. Todos estes acontecimentos afetam a nossa saúde, segurança alimentar e até estabilidade económica.

Os nossos “maus” hábitos alimentares, incluindo o consumo excessivo de carne, perpetuam esta produção de animais para abate em larga escala, consumindo grandes quantidades de recursos naturais, causando desmatamento e emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono e o vapor de água. É, deste modo, importante reconhecer a necessidade de uma mudança nas nossas escolhas alimentares para que seja possível reduzir o nosso impacto ambiental.

Felizmente, existem nos dias de hoje muitas alternativas sustentáveis que podem contribuir para a minimização da pegada de carbono. A inclusão na nossa alimentação de alimentos à base de plantas, a preferência por produtos locais e sazonais, a escolha de carnes magras e, muito importante, o consumo de produtos de origem animal provenientes de fontes sustentáveis.

Os “maus” hábitos alimentares são um dos fatores contribuintes para as alterações climáticas. De modo a mitigar estes efeitos negativos, é imperativo que todos repensemos as nossas escolhas alimentares diariamente. Ao fazê-lo, não só cuidamos do nosso próprio bem-estar, mas também do planeta que todos partilhamos. Está mesmo na hora de abraçar hábitos alimentares mais sustentáveis e conscientes.

Partilhe este artigo:

Licenciado em Produção Alimentar em Restauração na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. Mestre em Engenharia Alimentar na Escola Superior em Agrária de Coimbra. Pós-Graduação em Técnico Superior de Segurança no Trabalho

Contraponha!

Discordou de algo neste artigo ou deseja acrescentar algo a esta opinião? Leia o nosso Estatuto Editorial e envie-nos o seu artigo de opinião.